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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Feliz Dia da Nossa Mãe


         Mãe é aquela criatura mística que já nasce sabendo onde está a tampa do pote que você não achou, mesmo depois de abrir o armário três vezes.

Ela tem o dom da premonição: “Leva o casaco, que vai esfriar.” — e adivinha? Esfriava. Ela poderia ganhar dinheiro na meteorologia, mas prefere usar seus poderes para detectar febre com as costas da mão.

Mãe é a única pessoa no mundo que consegue assustar com uma ameaça do tipo: “Engole esse choro, senão eu te dou motivo pra chorar.”

E a gente engole. Porque mãe, quando fala, não dá opinião — dá decreto.

Toda mãe brasileira também é fluente em passivo-agressivo. Quem nunca ouviu: “Na volta a gente compra”?

Essa frase, inclusive, mora nos nossos corações junto com aquele “Eu vou contar até três...” que fazia a gente repensar toda a rebeldia em questão de segundos.

E tem aquela clássica que resume bem o amor materno: “Você não é todo mundo.”

Não, mãe. A gente não é. Porque todo mundo pode até ter uma mãe, mas igual à nossa? Jamais.

Aliás, elas já salvaram mais vidas com a frase “Leva uma blusa” do que muito super-herói por aí.

E o que dizer daquele “Se eu for aí e achar...”? Essa, sim, é uma ameaça que poderia resolver conflitos internacionais. Com apenas uma frase, ela bota ordem no mundo (ou no armário).

Mãe é consolo, bronca e lanche, tudo ao mesmo tempo. É abraço que cura uma dor que nem a medicina entende. É a pessoa que te conhece só pelo barulho do passo. E, mesmo quando você cresce, ela ainda diz: “Enquanto morar debaixo do meu teto...”

E você percebe que o teto nunca é só a casa — é a vida dela, aberta pra te proteger.

Por tudo isso, neste Dia das Mães, a gente só quer dizer:

Desculpa por ter escondido a toalha molhada dentro do guarda-roupa.

Desculpa por não ter atendido na primeira vez que você chamou.

E obrigado — por cada vez que você chamou mesmo assim.

Feliz Dia das Mães. E sim, vou levar o casaco.

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