No fim das contas, a conversa toda gira em torno daquela verdade que quase todo jovem tenta ignorar: A gente sabe muito bem o que precisa fazer, mas prefere negociar com a própria consciência, enquanto o conforto parece mais convidativo do que o esforço.
O medo de fracassar, de decepcionar, de descobrir que não é tão incrível quanto imaginava vira uma desculpa elegante para continuar parado, como se ficar imóvel fosse estratégia inteligente e não só uma forma disfarçada de fugir.
Só que o tempo não entra nesse acordo — ele passa do mesmo jeito, quer você esteja construindo algo ou apenas acumulando “amanhã eu começo”. Crescer dói um pouco: exige disciplina mais do que talento e pede atitudes simples antes de grandes planos; porém é justamente esse incômodo que transforma alguém comum em alguém forte, porque, goste ou não, a vida não premia quem sabe o que fazer — ela recompensa quem levanta e faz, mesmo com a perna tremendo.

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