Às vezes, paro para pensar que, se a vida fosse um game, meu maior rival seria eu mesmo! Tipo, a versão do espelho, mestre em inventar desculpas como “só mais cinco minutinhos”, que, do nada, viram uma hora inteira.
É engraçado como a gente reclama de cansaço, falta de vontade, do azar, mas esquece de contar que gastou um tempão negociando com a preguiça, igual a um advogado defendendo o caso mais perdido do mundo.
O espelho ali, tadinho, só mostra uma pessoa cheia de ideias geniais e uma capacidade enorme de deixar tudo para depois com classe. E o mais doido é que esse inimigo nem é tão ruim assim, só é meio dramático, está na zona de conforto e enrola bastante. Mas, quando ele resolve parar de se sacanear, aí a coisa muda! Porque a mesma cara que inventa desculpa é a única que pode olhar no espelho e falar: Chega de enrolação, vamos botar a mão na massa, nem que seja aos poucos, mas sem achar que amanhã tudo vai se resolver sozinho.

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