Engraçado como a felicidade funciona igual a quando a gente perde os óculos, né?
A pessoa revira a casa inteira, reclama, acha que o universo está de sacanagem… e os óculos estão lá, descansando bem em cima do nariz.
Às vezes, a gente faz a mesma coisa com a vida: procura alegria em tudo que é canto, em meta gigante, em plano mirabolante, em coisas complicadas, sendo que ela está ali, quietinha, nas pequenas coisas que a gente ignora porque parecem simples demais.
Um riso bobo, uma música que bate certo, um dia tranquilo sem drama nenhum… e a gente ainda dizendo “nada de bom aconteceu hoje”.
No fim, não é que a felicidade tenha sumido; é só que a gente ficou ocupado demais procurando longe aquilo que já estava, literalmente, na nossa cara.

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